A Diabetes Mellitus (DM) é uma doença cronica não transmissível de causas diversas, como por exemplo, distúrbios no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. Esses distúrbios são causados por defeitos na secreção de um hormônio chamado insulina, que é produzido pelo pâncreas.
O pâncreas é um órgão que possui ação secretiva, ou seja, ele produz hormônios e enzimas que são lançados na corrente sanguínea. A insulina é um desses hormônios. Ela é fabricada mais especificamente no pâncreas nas Ilhotas de Langerhans, como pode ser localizada na foto acima.
Depois de produzida e lançada na corrente sanguínea, sua função é fazer com que a glicose (açúcar) que consumimos e que estão na circulação sanguínea, sejam "empurrados" para dentro das células para que sirvam como fonte de energia para que possamos desenvolver nossas atividades diárias.
Alguns distúrbios causam defeito na produção da insulina e ela acaba sendo produzida em menor quantidade do que o necessário para esse processo, ou mesmo não absorvidas, por defeito de produção do hormônio pelas Ilhotas de Langerhans.
Quanto mantemos o consumo diário de glicose, presente em diversos alimentos contidos na nossa dieta, ou mesmo quando consumimos em excesso, esse açúcar (glicose), é absorvido e permanece na circulação sanguínea. Na ausência total ou em uma quantidade adequada de insulina, desencadeamos a hiperglicemia, o que acaba definindo ou sendo diagnosticado o Diabetes Mellitus.
Segundo o Ministério da Saúde, os casos de DM vem aumentando e geralmente esta associada a dislipidemia (aumento do colesterol (causado pelo aumento de consumo de gordura) e a Hipertensão Arterial).
É uma doença que quanto mais cedo diagnosticada, principalmente pela Atenção Básica de Sáude, pode evitar as hospitalizações e as graves complicações cardiovasculares e cerebrovasculares que podem levar à morte.
FATORES DE RISCO PRA O DESENVOLVIMENTO DA DIABETES MELITUS:
(Critérios de rasteamento do DM em adultos assintomáticos)
- História de pai ou mãe diabéticos
- Hipertensão Arterial ( PA maior igual a 140x90 mmhg ou uso de anti-hipertensivos em adulto)
- História de diabetes gestacional ou de recém-nascidos com mais de 4 Kg
- Dislipidemia ou HDL (colesterol bom) menor que 35mg/dL
- Exame prévio de Hba1c (Hemoglobina Glicada) maior ou igual a 5,7%, toler\ãncia diminuída a glicose ou glicose alterada em jejum
- Obesidade severa
- Síndrome de ovário policístico
- História de doença cardiovascular
- Sedentarismo
- idade superior ou igual 45 anos
Pelos critérios de rastreamento podemos verificar que os únicos fator que independem de mudança de estilo de vida são a genética (história de pai e mãe diabéticos, síndrome do ovário policístico e doenças cardiovasculares, embora essas muitas vezes também possam serem evitadas através de mudanças de hábitos alimentares e realização de atividade física)
Existem algumas alterações no nosso comportamento diário que, se prestarmos atenção, podem sugerir a presença da hiperglicemia o que levaríamos a um serviço de saúde para diagnostico e orientações, como por exemplo:
SINTOMAS CLÁSSICOS:
- Poliúria (aumento no volume urinário)
- polidipsia ( aumento da sede)
- perda inexplicada de peso
- polifagia (aumento do apetite)
- Fadiga, fraqueza e letargia
- visão turva
- prurido vulvar
COMPLICAÇÕES CRÔNICAS/DOENÇAS INTERCORRENTES:
- Proteinúria (aumento de proteína na urina)
- Neuropatia diabética (câimbras, parestesias (diminuição de força e sensibilidade) ou dor nos membros inferiores)
- Retinopatia diabética
- Catarata
- Doenças Arterioscleróticas ( Infarto Agudo do Miocárdio, acidente vascular encefálico, doença vascular periférica)
- Infecção de repetição
FONTE: BRASIL, MANUAL DE DIABETES - MINISTÉRIO DA SAÚDE
CONTINUAREMOS DEPOIS COM OS TIPOS DE DIABETES, PREVENÇÃO E TRATAMENTO
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