Como dito anteriormente a DM é uma crônica tida pela literatura como incurável, porém a evolução para complicações mais graves depende do estilo de vida de cada um. A grande dificuldade das doenças crônicas como a DM e a Hipertensão Arterial é dificuldade de aceitação da doença e da adesão ao tratamento. Como vimos existe a questão genética, e quanto a isso ainda não se tem solução, porém a pessoa que conhece o risco genético deve redobrar sua atenção quanto ao desenvolvimento da doença. Mesmo com a genética, quando se leva uma vida saudável desde cedo, onde se inclui alimentação correta e atividades físicas, ou mesmo moderação na ingestão de alimentos que influenciam no desenvolvimento da doença, é possível evitá-la ou mesmo adquiri-la de forma tardia.
Essas doenças são silenciosas, ou seja, muitas vezes elas se desenvolvem sem que a pessoa perceba, vindo apresentar sintomas tardiamente quando jé se torna necessário o controle através de medicamentos.
A deficiência de produção de insulina pelo pâncreas faz com que quase todo açúcar que ingerimos fique em nossa circulação sanguínea, não sendo absorvidas pelas células. Esse açúcar circulante acaba por se depositar nas paredes dos vasos sanguíneos, principalmente dos membros inferiores o que dificulta o retorno venoso, assim, qualquer ferida que a pessoa tiver nos pés tem uma cicatrização extremamente difícil e prolongada, e isso acaba causando afastamento do trabalho, dificuldade na realização das atividades diárias e mesmo dor local. Muitas vezes, mesmo sem ferida, a falta de circulação adequada nos membros inferiores , a longo prazo, causa necrose (morte dos tecidos) nos dedos inicialmente chegando as vezes a amputação de dedos e mesmo pés.
O acúmulo de açúcar nos vasos pode levar a dificuldade visual. Em muitos casos a pessoa não se sabe diabética e inicia com quadro de déficit visual, procurando um especialista que se não se interessar em investigar sua história familiar prescreverá o uso de óculos e a dificuldade visual irá evoluindo.
Por estes motivos, é preciso exames regulares com dosagem de glicemia e hemoglobina glicada, principalmente para aquelas pessoas com historia familiar de diabetes.
ALGUNS SINAIS DE QUE VOCÊ PODE ESTAR COM DIABETES QUE DEVEM SER OBSERVADOS:
- Sede excessiva, o que chamamos de polidipsia;
- Aumento do apetite, o que chamamos de polifagia;
- Aumento no volume urinário, ou seja, vontade excessiva de urinar, o que chamamos de poliúria
Esses 3 sinais são clássicos e de fácil observação. Temos outros, por exemplo, a perda de peso, fraqueza, etc. A sede aumenta por que a glicose carreia água, o que leva a aumentar as vezes em que urinamos, e até num exame simples de urina, pode observar a presença de glicose na urina porque ela sai junto com a água eliminada. A fome aumenta porque a glicose é um combustível importante que nos dá energia para as atividades diárias, porém, como ela esta circulando e não no meio intra-celular, o organismo acaba utilizando proteína como fonte de energia, causando assim uma doença tratada como emergência chamada cetoacidose, causada pela quebra da proteína para produzir energia, e um dos sintomas é o cheiro de urina no hálito da pessoa, e o uso da proteína conduz a perda de massa muscular e consequentemente a fraqueza e perda de peso.
TIPOS DE DIABETES MELLITUS:
- DIABETES TIPO I: mais comum em crianças e adolescentes sem excesso de peso, podendo tambem ocorrer em adultos. Geralmente apresenta hiperglicemia acentuada que evolui rapidamente para a cetoacidose. Assim, o que define a DM tipo 1 é a hiperglicemia grave e a cetoacidose. O termo tipo 1 indica deficiência total de produção de insulina, havendo necessidade de aplicação de insulina sub-cutânea para prevenir a cetoacidose. O tratamento, além de hipoglicemiantes orais, também exige o uso diário de insulina.
- DIABETES TIPO 2: geralmente tem seu desenvolvimento mais lentamente e sintomas mais brandos. Ocorre geralmente em adultos com história familiar de diabetes desse tipo. acontece que a obesidade infantil vem se tornando uma epidemia devido a alimentação errada fornecida pelos pais, o que a torna suscetível ao desenvolvimento desse tipo de diabetes. O termo tipo 2 , define a deficiência parcial de insulina. Esse tipo pode evoluir por muitos anos antes de ser necessário o uso de insulina e quando usada não tem como objetivo evitar a cetoacidose, mas controlar os níveis glicêmicos no organismo.
- DIABETES GESTACIONAL: é aquela onde a mulher desenvolve hiperglicemia detectada pela primeira vez durante a gravidez. Geralmente se resolve após o parto, porém pode retornar alguns anos depois. Assim é necessário que aquela mulher que desenvolveu esse tipo de DM fique atenta, realizando exames periódicos para controle. Normalmente a diabetes na gravidez pode causar problema na formação fetal. Essas mulheres geralmente geram bebês com estatura e peso maiores que os normais para os recém-nascidos e é preciso um acompanhamento mais regular no desenvolvimento dessa criança. Normalmente já se dosa a glicemia do RN no pós-parto imediato para diagnosticar possíveis alterações na taxa de glicose sanguínea.
VALE LEMBRAR: Não basta você retirar o açúcar da sua alimentação, e nem deve porque como foi dito, o organismo precisa da glicose para produção energética. É bom saber que carboidratos também se transformar em glicose na sua quebra após a ingestão. Portanto, muitas vezes os pacientes dizem usar adoçantes em tudo, mas quando questionados acabam informando o alto consumo de carboidratos através de pães e massas em geral. Não é preciso privar-se dos sabores, é preciso moderação no consumo desses tipos de alimentos. 1 pãozinho pela manhã não causará nenhuma hiperglicemia, mas o exagero no consumo sim. Cuidados com as massas em geral é muito importante no controle da diabetes. Outro lembrete importante é a atividade física no controle da glicemia. Quando você se exercita você queima esse açúcar em excesso, normalizando seus níveis glicêmicos.
É importante manter consultas medicas e exames laboratoriais para detecção precoce. Caso se detecte, o médico irá diagnosticar e determinar o tipo de diabetes, assim como o tratamento correto.
FONTE: BRASIL, MANUAL DE DIABETES - MINISTÉRIO DA SAÚDE
FONTE: BRASIL, MANUAL DE DIABETES - MINISTÉRIO DA SAÚDE
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