As doenças sexualmente transmissíveis e HIV se tornaram um grave problema de saúde pública a medida em que vem aumentando muito o índice de contaminação entre homens, mulheres e adolescentes, e em contra-partida existem muitos medos e pudores em procurar ajuda quando se percebe algo errado, o que leva a pessoa a procurar auxílio através de indicações medicamentosas de vizinhos ou balconistas de farmácia. Só para se ter uma ideia, entre 2007 a 2013, a sífilis aumentou em 603% só no estado de São Paulo, porém o aumento percentual ocorreu em todos os estados brasileiros, com exceção do Amazonas onde houve uma redução de 20,2% dos casos na última pesquisa.
As DSTs são extremamente perigosas se não diagnosticadas e tratadas precocemente. Nas mulheres, a identificação da doença se torna mais difícil por seus órgãos sexuais serem internos e principalmente pelo fato da mulher não ter o hábito de ficar olhando ou mexendo em sua vagina, ainda mais devido a possibilidade de as lesões vir a não aparecerem na vulva e sim no canal vaginal e/ou colo do útero. Muitas vezes a mulher apresenta apenas sintomas indicativos de DSTs como dor ou desconforto pélvico ou dor durante as relações sexuais, diferente do homem que possui um órgão exposto , o que torna fácil a visualização de qualquer lesão ou corrimento uretral.
Apesar de perigosas, algumas são de fácil tratamento quando diagnosticadas rapidamente, portanto , é necessário que tanto os homens e principalmente as mulheres adquirirem o hábito do auto-exame, ou seja, a mulher precisa se tocar, precisar visualizar sua vagina se perceber alguma alteração ao toque. Ainda que graves, elas são facilmente evitáveis apenas com o uso de preservativos (camisinha masculina e camisinha feminina), não havendo outro meio de evitar a contaminação. Ela deve ser usada sempre, em qualquer tipo de relação sexual: oral, anal ou vaginal, não devendo ser colocada somente na hora da penetração, pois durante a excitação homens e mulheres liberam secreções que podem contaminar a mucosa oral, anal ou vaginal.
Vale ressaltar que cuidados em relação ao uso da camisinha devem ser observados tanto em casais heterossexuais quando homossexuais, pois relações sexuais entre mulheres também pode haver contaminação oral-vaginal. É muito importante lembrar que quando a pessoa é diagnosticada, ela precisa comunicar todos os parceiros com quem manteve relação sexual nos últimos 3 meses para que estes sejam tratados, interrompendo a cadeia de contaminação.
A rede básica de saúde oferece teste rápido e gratuito para HIV, Sífilis, Hepatite B e C. Com apenas uma gotinha de sangue através de uma picada na ponta do dedo você consegue saber se está contaminado e iniciar imediatamente o tratamento, lembrando que é uma rotina de primeira consulta de pré-natal, sendo um direito da mulher exigir o teste sorológico rápido.
AS PRINCIPAIS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
- SÍFILIS: causada pela bactéria chamada Treponema pallidum, possui geralmente um período de incubação de 21 dias, possuindo 3 estágios: PRIMÁRIA, aquela onde geralmente aparece uma lesão tipo espinhosa que pode se abrir em uma lesão esbranquiçada. Ela é indolor e se não percebida ou mesmo percebida e não tratada ela desaparece justamente por não causar dor. A doença fica latente e volta a aparecer na fase SECUNDÁRIA, onde já se pode observar lesões ou placas rosáceas pelo corpo e palmas das mãos. SE ainda assim não for procurado o serviço de saúde ela novamente desaparece e reaparece na forma mais grave que chamamos de fase TERCIÁRIA que atinge os órgãos como cérebro e coração, ossos e tecidos por exemplo.
SÍFILIS SECUNDÁRIA
SÍFILIS TERCIÁRIA
Existe ainda a sífilis congênita, que é aquela que mãe passa para o feto. Quando não diagnosticada e tratada precocemente pode provocar aborto, má formação fetal e parto prematuro.
SÍFILIS CONGÊNITA:
- HEPATITE B: também chamada de soro-homóloga, é causada pelo vírus da hepatite B (HBV). É transmitida pelo ato sexual sem preservativo, pelo uso de objetos pessoais de pessoas contaminadas como: escova de dente, laminas de barbear, alicates de unha, durante a tatuagens com objeto contaminado e também da mãe para o feto através da barreira transplacentária. Os sinais mais comuns são febre, náuseas e vômitos, dor abdominal, cansaço e amarelidão na mucosa conjuntival.
Continuaremos nas próximas postagens.
FONTE: www.dive.sc.gov.br/conteudos/publicacoes/manuais_cartilhas/Cartilha_de_DST.pdf
FONTE: www.dive.sc.gov.br/conteudos/publicacoes/manuais_cartilhas/Cartilha_de_DST.pdf
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