quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

CONTINUAÇÃO DAS AFECÇÕES DA PELE

Dando continuação ao assunto anterior, vamos falar hoje sobre cistos, lipomas e nevos. Essas afecções, geralmente tumefações que ocorrem na pele, por vezes, costuma assustar a pessoa. Normalmente a pessoa sempre pensa no pior, imagina uma coisa grave, quando na verdade geralmente são coisas simples, podendo serem resolvidas nas Unidades Básicas de Saúde. Repito, é importante procurar a avaliação de um profissional de saúde e alerto que nunca se deve espremer nenhum caroço, furúnculo, espinhas que contenham secreção purulenta. Lembre-se que assim, você abrirá uma porta para bactérias entrarem e causarem infecções.
Primeiro é preciso conhecer as camadas da pele para que se possa entender as origens dessas afecções. A pele, é um órgão, onde uma de suas finalidades é de proteção ao organismo. O desenho abaixo e auto-explicativo.

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  • CISTO SEBÁCEO:    decorre da obstrução do conduto de uma glândula sebácea (localize no desenho), resultando em acúmulo de secreção (sebo). As áreas mais afetadas são: couro cabeludo, pescoço e face. Podendo ocorrer em outros locais.Resultado de imagem para cisto sebáceo
O tratamento é simples, pode ser realizado em ambulatório. Realizado por médico, é feito a retirada da cápsula formada por sebo. Caso o cisto esteja infectado, faz-se a drenagem como o de um abcesso simples, pois ao retirar pode-se propagar a infecção.

  • LIPOMA: é um tumor benigno de células adiposas (células de gordura), podendo estar presente em qualquer área do corpo onde exista tecido gorduroso (adiposo): pescoço, dorso, nádegas e extremidades. è o mais comum dos tumores benignos de tecidos moles.
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Como podemos perceber, o lipoma é muito parecido com um cisto sebáceo, daí a importância de uma avaliação por profissional capacitado. Reitero a importância de NUNCA tentar espremer em casa. Geralmente é assintomático, mas pode apresentar discreta dor local e, devido a seu tamanho, pode apresentar compressão de estruturas próximas a ele. De acordo com tamanho a pele que recobre tem aspecto de "casca de laranja".

  • NEVOS: são manchas na pele com grande depósito de melanina (substância que escurece a pele). São de vários subtipos: pigmentados, epidérmicos, dérmicos, hipodérmicos, hipocrômicos (coloração discreta ou sem coloração). Essas lesões são pré-cancerígenas em alguns casos e, por isso, existe a importância de enviar o material colhido pelo médico para biópsia.
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FONTE: BRASIL, Caderno de Atenção Primária - Brasília, 2010


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

ABSCESSO,CISTOS, FURÚNCULOS, CORPO ESTRANHO E OUTRAS COMPLICAÇÕES COMUNS. O QUE FAZER?

Durante a rotina diária do trabalho do enfermeiro em saúde básica, é muito comuns aparecerem pacientes com queixas relativamente comuns, simples, mas que o afligem por falta de conhecimento, ou mesmo por não saber como resolver. O grande problema é que, normalmente coisas simples que ocorrem, ou são desvalorizadas pelas pessoas, muitas vezes podem não serem percebidas, ou mesmo tratadas em casa com orientações de vizinhos que apesar da boa vontade, não possuem conhecimento técnico, podendo até piorar o quadro do paciente. Existe ainda casos em que a pessoa se vê com um problema e procura um balconista de farmácia que acaba indicando tratamento com medicações de forma errada. É bom lembrar que o uso abusivo ou de forma errada de antibióticos pode causar resistência orgânica e que numa necessidade real acabam por não surtirem mais efeitos. Vale lembrar ainda que o uso de anti-inflamatórios são nocivos a mucosa gástrica, assim, o uso contínuo e irrestrito, sem indicação médica, pode causar corrosão nessa mucosa e desenvolver gastrites e úlceras que podem até sangrar. Portanto, ao perceberem alterações de pele, feridas cortantes, entrada de corpo estranho, dentre outras, a pessoa precisa procurar um serviço de saúde para avaliação e tratamento correto.
Muitas vezes as pessoa nota um problema porém não sabe o que é aquilo, o tipo de gravidade e o que fazer. Isso gera preocupação e na urgência em resolver, acaba por optar por uma resolução rápida, porém nem sempre correta.
Hoje , darei algumas definições sobre problemas mais comuns e que podem surgir no dia a dia a qualquer momento, mas que são facilmente resolvidas, desde que se procure um serviço básico de saúde para avaliação de um profissional capacitado.
  1. ABSCESSO: é uma coleção de pus na derme ( pele)e tecidos mais profundos adjacentes
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  1. FURÚNCULO: consiste na infecção de um folículo piloso (pelos), apresentando pus e se estendendo té as camadas mais profundas da derme e do tecido subcutâneo.
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  1. CARBÚNCULO: é a junção de vários folículos severamente inflamados.
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A necessidade de avaliação se dá pela semelhança dos sintomas e sinais como se pode ver nas fotos.As infecções podem ocorrer em qualquer pessoa que esteja com seu estado de saúde normal, mas alguns fatores como diabetes mellitus,baixa imunidade podem oferecer mais riscos de desenvolvimento.

PORQUE OCORREM ESSAS LESÕES?
Vale lembrar que existem milhares de bactérias na pele que servem como defesa do organismo. Essas bactérias passam a ser nocivas quando, por alguma ruptura ou abertura da pele, entram no organismo passando aí, a se tornarem nocivas, causando essas afecções. O ato simples da depilação com gilete ou barbeador por exemplo, pode abrir uma porta para essas bactérias. Podem ser causadas também por traumas , escarificações,picaduras de insetos ou lesões de pele. Vale lembrar que podem ocorrer nas região peri-anal, que é mais perigoso e necessitando por vezes, encaminhamento para uma emergência.

QUAIS SÃO OS SINAIS OU MANIFESTAÇÕES DESSAS AFECÇÕES? 
Geralmente há sinais flogísticos ( sinais de infecção) locais, como: calor, rubor (vermelhidão), edema (inchaço) e dor. Podem ocorrer drenagens espontânea de secreção purulenta, febre e calafrios.
O tratamento será definido pelo médico que, após avaliação poderá decidir pela drenagem ou tratamento com antibióticos.

FONTE: BRASIL,MINISTÉRIO DA SAÚDE, CADERNO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA 2010.


sexta-feira, 22 de julho de 2016

TIPOS DE DIABETES , CUIDADOS IMPORTANTES E SINAIS QUE DEVEM SER OBSERVADOS

Como dito anteriormente a DM é uma crônica tida pela literatura como incurável, porém a evolução para complicações mais graves depende do estilo de vida de cada um. A grande dificuldade das doenças crônicas como a DM e a Hipertensão Arterial é  dificuldade de aceitação da doença e da adesão ao tratamento.  Como vimos existe a questão genética, e quanto a isso ainda não se tem solução, porém a pessoa que conhece o risco genético deve redobrar sua atenção quanto ao desenvolvimento da doença. Mesmo com a genética, quando se leva uma vida saudável desde cedo, onde se  inclui alimentação correta e atividades físicas, ou mesmo moderação na ingestão de alimentos que influenciam no desenvolvimento da doença, é possível evitá-la ou mesmo adquiri-la de forma tardia.
Essas doenças são silenciosas, ou seja, muitas vezes elas se desenvolvem sem que a pessoa perceba, vindo apresentar sintomas tardiamente quando jé se torna necessário o controle através de medicamentos.
A deficiência de produção de insulina pelo pâncreas faz com que quase todo açúcar que ingerimos fique em nossa circulação sanguínea, não sendo absorvidas pelas células. Esse açúcar circulante acaba por se depositar nas paredes dos vasos sanguíneos, principalmente dos membros inferiores o que dificulta o retorno venoso, assim, qualquer ferida que a pessoa tiver nos pés tem uma cicatrização extremamente difícil e prolongada, e isso acaba causando afastamento do trabalho, dificuldade na realização das atividades diárias e mesmo dor local. Muitas vezes, mesmo sem ferida, a falta de circulação adequada nos membros inferiores , a longo prazo, causa necrose (morte dos tecidos) nos dedos inicialmente chegando as vezes a amputação de dedos e mesmo pés.
O acúmulo de açúcar nos vasos pode levar a dificuldade visual. Em muitos casos a pessoa não se sabe diabética e inicia com quadro de déficit visual, procurando um especialista que se não se interessar em investigar sua história familiar prescreverá o uso de óculos e a dificuldade visual irá evoluindo.
Por estes motivos, é preciso exames regulares com dosagem de glicemia e hemoglobina glicada, principalmente para aquelas pessoas com historia familiar de diabetes.

ALGUNS SINAIS DE QUE VOCÊ PODE ESTAR COM DIABETES QUE DEVEM SER OBSERVADOS:
  • Sede excessiva, o que chamamos de polidipsia;
  • Aumento do apetite, o que chamamos de polifagia;
  • Aumento no volume urinário, ou seja, vontade excessiva de urinar, o que chamamos de poliúria
Esses 3 sinais são clássicos e de fácil observação. Temos outros, por exemplo, a perda de peso, fraqueza, etc. A sede aumenta por que a glicose carreia água, o que leva a aumentar as vezes em que urinamos, e até num exame simples de urina, pode observar a presença de glicose na urina porque ela sai junto com a água eliminada. A fome aumenta porque a glicose é um combustível importante que nos dá energia para as atividades diárias, porém, como ela esta circulando e não no meio intra-celular, o organismo acaba utilizando proteína como fonte de energia, causando assim uma doença tratada como emergência chamada cetoacidose, causada pela quebra da proteína para produzir energia, e um dos sintomas é o cheiro de urina no hálito da pessoa, e o uso da proteína conduz a perda de massa muscular e consequentemente a fraqueza e perda de peso.

TIPOS DE DIABETES MELLITUS:

  • DIABETES TIPO I: mais comum em crianças e adolescentes sem excesso de peso, podendo tambem ocorrer em adultos. Geralmente apresenta hiperglicemia acentuada que evolui rapidamente para a cetoacidose. Assim, o que define a DM tipo 1 é a hiperglicemia grave e a cetoacidose. O termo tipo 1 indica deficiência total de produção de insulina, havendo necessidade de aplicação de insulina sub-cutânea para prevenir a cetoacidose. O tratamento, além de hipoglicemiantes orais, também exige o uso diário de insulina.


  • DIABETES TIPO 2: geralmente tem seu desenvolvimento mais lentamente e sintomas mais brandos. Ocorre geralmente em adultos com história familiar de diabetes desse tipo. acontece que a obesidade infantil vem se tornando uma epidemia devido a alimentação errada fornecida pelos pais, o que a torna suscetível ao desenvolvimento desse tipo de diabetes. O termo tipo 2 , define a deficiência parcial de insulina. Esse tipo pode evoluir por muitos anos antes de ser necessário o uso de insulina e quando usada não tem como objetivo evitar a cetoacidose, mas controlar os níveis glicêmicos no organismo.

  • DIABETES GESTACIONAL: é aquela onde a mulher desenvolve hiperglicemia detectada pela primeira vez durante a gravidez. Geralmente se resolve após o parto, porém pode retornar alguns anos depois. Assim é necessário que aquela mulher que desenvolveu esse tipo de DM fique atenta, realizando exames periódicos para controle. Normalmente a diabetes na gravidez pode causar problema na formação fetal. Essas mulheres geralmente geram bebês com estatura e peso maiores que os normais para os recém-nascidos e é preciso um acompanhamento mais regular no desenvolvimento dessa criança. Normalmente já se dosa a glicemia do RN no pós-parto imediato para diagnosticar possíveis alterações na taxa de glicose sanguínea.


VALE LEMBRAR: Não basta você retirar o açúcar da sua alimentação, e nem deve porque como foi dito, o organismo precisa da glicose para produção energética. É bom saber que carboidratos também se transformar em glicose na sua quebra após a ingestão. Portanto, muitas vezes os pacientes dizem usar adoçantes em tudo, mas quando questionados acabam informando o alto consumo de carboidratos através de pães e massas em geral. Não é preciso privar-se dos sabores, é preciso moderação no consumo desses tipos de alimentos. 1 pãozinho pela manhã não causará nenhuma hiperglicemia, mas o exagero no consumo sim. Cuidados com as massas em geral é muito importante no controle da diabetes. Outro lembrete importante é a atividade física no controle da glicemia. Quando você se exercita você queima esse açúcar em excesso, normalizando seus níveis glicêmicos. 

É importante manter consultas medicas e exames laboratoriais para detecção precoce. Caso se detecte, o médico irá diagnosticar e determinar o tipo de diabetes, assim como o tratamento correto.
FONTE: BRASIL, MANUAL DE DIABETES - MINISTÉRIO DA SAÚDE

domingo, 17 de julho de 2016

DIABETES MELLITUS

A Diabetes Mellitus (DM) é uma doença cronica não transmissível de causas diversas, como por exemplo, distúrbios no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. Esses distúrbios são causados por defeitos na secreção de um hormônio chamado insulina, que é produzido pelo pâncreas. 
 
O pâncreas é um órgão que possui ação secretiva, ou seja, ele produz hormônios e enzimas que são lançados na corrente sanguínea. A insulina é um desses hormônios. Ela é fabricada mais especificamente no pâncreas nas Ilhotas de  Langerhans, como pode ser localizada na foto acima.
Depois de produzida e lançada na corrente sanguínea, sua função é fazer com que a glicose (açúcar) que consumimos e que estão na circulação sanguínea,  sejam "empurrados" para dentro das células para que sirvam como fonte de energia para que possamos desenvolver nossas atividades diárias. 
Alguns distúrbios causam defeito na produção da insulina e ela acaba sendo produzida em menor quantidade do que o necessário para esse processo, ou mesmo não absorvidas, por defeito de produção do hormônio pelas Ilhotas de Langerhans. 
Quanto mantemos o consumo diário de glicose, presente em diversos alimentos contidos na nossa dieta, ou mesmo quando consumimos em excesso, esse açúcar (glicose), é absorvido e permanece na circulação sanguínea. Na ausência total ou em uma quantidade adequada de insulina, desencadeamos a hiperglicemia, o que acaba definindo ou sendo diagnosticado o Diabetes Mellitus.
Segundo o Ministério da Saúde, os casos de DM vem aumentando e geralmente esta associada a dislipidemia (aumento do colesterol (causado pelo aumento de consumo de gordura) e a Hipertensão Arterial).
É uma doença que quanto mais cedo diagnosticada, principalmente pela Atenção Básica de Sáude, pode evitar as   hospitalizações e as graves complicações cardiovasculares e cerebrovasculares que podem levar à morte.

FATORES DE RISCO PRA O DESENVOLVIMENTO DA DIABETES MELITUS:
(Critérios de rasteamento do DM em adultos assintomáticos)
  • História de pai ou mãe diabéticos
  • Hipertensão Arterial ( PA maior igual a 140x90 mmhg ou uso de anti-hipertensivos em adulto)
  • História de diabetes gestacional ou de recém-nascidos com mais de 4 Kg
  • Dislipidemia ou HDL (colesterol bom) menor que 35mg/dL
  • Exame prévio de Hba1c (Hemoglobina Glicada) maior ou igual a 5,7%, toler\ãncia diminuída a glicose ou glicose alterada em jejum
  • Obesidade severa
  • Síndrome de ovário policístico
  • História de doença cardiovascular
  • Sedentarismo
  • idade superior ou igual 45 anos
OBS: Hemoglobina (Hb) é uma proteína presente em nossas hemácias (glóbulos vermelhos). A função da hemoglobina é transportar oxigênio no sistema circulatório. Denomina-se hemoglobina glicada (HbA1c) a fração da hemoglobina que se liga a glicose. Hba1c é a fração  que carreia a glicose e que quando dosada, mostra ao examinador, como sua glicemia esteve durante os três últimos meses antes de ser colhida. É possível verificar se sua glicemia esteve descompensada nesse período. O valor considerado normal limite da glicemia dosada pela coleta de sangue é entre 6 e 7mg?dL.

Pelos critérios de rastreamento podemos verificar que os únicos fator que independem de mudança de estilo de vida são a genética (história de pai e mãe diabéticos, síndrome do ovário policístico e doenças cardiovasculares, embora essas muitas vezes também possam serem evitadas através de mudanças de hábitos alimentares e realização de atividade física)

Existem algumas alterações no nosso comportamento diário que, se prestarmos atenção, podem sugerir a presença da hiperglicemia o que levaríamos a um serviço de saúde para diagnostico e orientações, como por exemplo:

SINTOMAS CLÁSSICOS:
  • Poliúria (aumento no volume urinário)
  • polidipsia ( aumento da sede)
  • perda inexplicada de peso
  • polifagia (aumento do apetite)
SINTOMAS MENOS ESPECÍFICOS QUE PODEM SER CAUSADOS POR OUTRAS DOENÇAS: 

  • Fadiga, fraqueza e letargia
  • visão turva
  • prurido vulvar
COMPLICAÇÕES CRÔNICAS/DOENÇAS INTERCORRENTES:

  • Proteinúria (aumento de proteína na urina)
  • Neuropatia diabética (câimbras, parestesias (diminuição de força e sensibilidade) ou dor nos membros inferiores)
  • Retinopatia diabética
  • Catarata
  • Doenças Arterioscleróticas ( Infarto Agudo do Miocárdio, acidente vascular encefálico, doença vascular periférica)
  • Infecção de repetição
FONTE: BRASIL, MANUAL DE DIABETES - MINISTÉRIO DA SAÚDE
CONTINUAREMOS DEPOIS COM OS TIPOS DE DIABETES, PREVENÇÃO E TRATAMENTO


sexta-feira, 3 de junho de 2016

HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES: COMO CONTROLÁ-LAS?


    • HIPERTENSÃO ARTERIAL: hipertensão arterial é uma doença crônica que se não controlada causa diversos danos ao organismo. Segundo o Ministério da Saúde, uma pressão arterial maior ou igual a 140x90 mmhg (milímetros de mercúrio), já pode-se considerar hipertensão. Geralmente ela está associada a alterações de órgãos importantes como coração, vasos sanguíneos, rins e encéfalo e alterações metabólicas que podem ser fatal. É um problema de saúde mundial, acometendo 50% das pessoas entre 60 e 69 anos e 75% das pessoas com 70 anos ou mais. É uma doença não transmissível, muitas vezes silenciosa, causadora da maior redução da qualidade de vida do indivíduo.  Em 2001, cerca de 7,6 milhões de mortes no mundo foram atribuídas à elevação da PA (54% por acidente vascular encefálico e 47% por doença isquêmica do coração), ocorrendo a maioria delas em países de baixo e médio desenvolvimento econômico e mais da metade em indivíduos entre 45 e 69 anos (WILLIAMS, 2010).
Um dos grandes problemas da HAS (Hipertensão Arterial Sistêmica)  é que geralmente ela evolui de forma silenciosa, e vai se agravando de acordo com hábitos de vida individuais, Outro fator agravante no tratamento é a não adesão da pessoa portadora da doença ao tratamento, ou mesmo o tratamento irregular. Muitos chegam ao consultório com picos hipertensivos e quando questionados referem que só ingerem as medicações quando estão com a pressão alta, o que é um grave erro no tratamento.
É sempre uma luta diária convencer o portador de HAS, que ele deve mudar seus hábitos de vida, como alimentação, sedentarismo, o fumo, dentre outras. Para se ter uma ideia, um fumante que acaba de fumar de entra numa consulta nunca terá uma pressão fidedigna por que após um cigarro, a pressão leva mais ou menos meia hora para retornar aos seus níveis normais. O fator mais difícil de conscientização é o alimentar. O hipertenso dificilmente consegue abandonar alimentos que alteram a pressão como o consumo excessivo de sal e gorduras. Muitas vezes ele alega que usa pouco sal, porém não sabe que que encontramos o sódio em diversos alimentos, bebidas e temperos. A pessoa que consome muito refrigerante diet ou light por exemplo, normalmente consome uma grande quantidade de sódio pois ele é utilizado para equilibrar o sabor na falta do açúcar.
Como geralmente os hipertensos são pessoas de idade mais avançada, possuem outras doenças articulares associadas que o impedem de realizar exercícios físicos.
Nesse contexto, o Ministério da Saúde preconiza que sejam trabalhadas as modificações de estilo de vida, fundamentais no processo terapêutico e na prevenção da hipertensão. A alimentação adequada, sobretudo quanto ao consumo de sal e ao controle do peso, a prática de atividade física, o abandono do tabagismo e a redução do uso excessivo de álcool são fatores que precisam ser adequadamente abordados e controlados, sem os quais os níveis desejados da pressão arterial poderão não ser atingidos, mesmo com doses progressivas de medicamentos (GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO, 2009).

Todo adulto com 18 anos ou mais de idade, quando vier à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta, atividades educativas, procedimentos, entre outros, e não tiver registro no prontuário de ao menos uma verificação da PA nos últimos dois anos, deverá tê-la verificada e registrada. 

 De acordo com a média dos dois valores pressóricos obtidos, a PA deverá ser novamente verificada: – a cada dois anos, se PA menor que 120/80 mmHg (BRASIL, 2006); – a cada ano, se PA entre 120 – 139/80 – 89 mmHg nas pessoas sem outros fatores de risco para doença cardiovascular (DCV) (CHOBANIAN et al., 2003);  em mais dois momentos em um intervalo de 1 – 2 semanas, se PA maior ou igual a 140/90 mmHg ou PA entre 120 – 139/80 – 89 mmHg na presença de outros fatores de risco para doença cardiovascular (DCV).

 Classificação da pressão arterial para adultos maiores de 18 anos

 Classificação Pressão sistólica (mmHg) :

Ótima: Sistólica < 120 mmhg  - Pressão diastólica  < 80 mmhg
Normal: Sistólica < 130 (mmHg) - Diastólica < 85 mmhg
Limítrofe: Sistólica 130 – 139 mmhg - Diastólica 85 – 89 mmhg
Hipertensão estágio 1: Sistólica 140 – 159 mmhg - Diastólica 90 – 99 mmhg
Hipertensão estágio 2: Sistólica 160 – 179mmhg - Diastólica: 100 – 109 mmhg
Hipertensão estágio 3: Sistólica ≥ 180 mmhg - Diastólica: ≥ 110 mmhg 

A obesidade é um grande fator de risco para HAS e desenvolvimento de doenças cardiovasculares, portanto, sugiro sempre que possível, além da modificação dos hábitos de vida como : consumo de álcool e tabaco, sedentarismo, seguir a pirâmide alimentar recomendada pelo MS:

          

terça-feira, 31 de maio de 2016

DSTs E HIV


  • Condiloma acuminado: causada pelo HPV (Herpes Papiloma Vírus) cuja a principal via de transmissão é por relações sexuais, também podendo ser transmitida por via oral e genital/genital e de forma mais rara , na hora do parto ou uso de objetos. . Também chamada de verrugas anogenital, crista de galo e cavalo de crista. Estima-se que existem mais de 200 tipos de vírus diferentes, alguns deles podendo causar câncer de colo uterino e de ânus. Os principais sintomas são verrugas dolorosas isoladas ou agrupadas nos órgãos genitais, irritação ou coceira local. Pode levar dias ou anos até aparecerem os sintomas após o ato sexual desprevenido. O ministério da Saúde criou uma campanha de vacinação contra o HPV que cobre meninas de 9 a 13 anos em duas doses com intervalos de 6 meses ou mulheres contaminadas pelo vírus do HIV de 9 a 26 anos com 3 doses em intervalos de 2 meses.
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  • HIV: Virus da Imunodeficiência Humana é o causador da AIDS, pois ataca o sistema imunológico, principalmente os linfócitos T  CD4+, sobrevive até 1 hora ao meio externo devido a agentes físicos e químicos como água sanitária por exemplo. A principal questão a ser discutida é a diferenciação entre o portador do vírus HIV e a pessoa com AIDS, pois a pessoa pode ser portadora do vírus e não desenvolver a síndrome da imunodeficiência adquirida. A forma de contágio mais comuns é por via sexual em relações desprotegidas, utilização de seringas compartilhadas e transmissão da mão para o feto. Apesar de ser uma doença grave, é facilmente evitável com o uso de camisinha masculina ou feminina. O serviço de saúde básica oferece testes gratuitos e rápidos com resultados definitivos. Se você acha que pode ter sido exposto  ao vírus, procure um serviço de saúde e faça o teste, porém, mesmo que o resultado seja negativo no primeiro teste, é importante repeti-lo apos 30 dias.
É importante desfazer diversos mitos em relação a essa doença como por exemplo: aparência física, idade, cor, sexo, condições financeiras, etc.  O HIV é um vírus democrático, ele contamina qualquer pessoa independente dos fatores citados acima. Também é bom lembrar que a tecnologia medicamentosa evoluiu muito durante os anos. O portador do vírus HIV que faz uso do coquetel pode e deve levar uma vida normal. Mantendo o tratamento corretamente, o portador do vírus consegue manter sua carga viral de CD4 em taxas que impede o desenvolvimento de doenças oportunistas. Além do consumo das medicações, que são ofertadas gratuitamente pela rede pública, é preciso uma mudança de hábitos de vida, como manter boas noites de sono, evitar consumo de álcool, praticar exercícios físicos, por exemplo. Há grandes chances do portador do vírus com carga viral controlada não transmitir o vírus, porém, como para todas as DSTs, o uso de camisinha é fundamental em qualquer tipo de relação sexual: vaginal, anal ou oral, lembrando novamente que a camisinha não deve ser colocada apenas na hora da penetração pois os fluídos eliminados durante a excitação podem contaminar por ja haver possibilidade da existência do vírus ali. 
Abraçar, beijar, dar carinho ao portador do vírus, só aumenta sua auto-estima o que o protege ainda mais no desenvolvimento da síndrome, pois a tristeza ou depressão pelo preconceito e isolamento facilita o desenvolvimento da doença. Lembre-se: ser portador do vírus HIV não é a mesma coisa de ter AIDS.
Nunca é demais lembrar da importância do uso de preservativos. Você, homem ou mulher é dono do seu corpo e responsável pela sua saúde, portanto pode e deve se recusar a manter relações sexuais sem proteção apenas para agradar o parceiro. DIGA NÃO.

  • LINFOGRANULOMA VENÉREO: infecção causada pelo Chlamydia trachomatis, atingindo os órgão sexuais e gânglios da virilha. Causa ferida nos órgãos genitais, boca, ânus e colo uterino. De uma a seis semanas após o aparecimento causa inchaço doloroso ( caroço) na região da virilha que se rompe e começa a drenar pus. Pode ainda causar dor articular, febre e mal-estar.
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  • DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA: é uma doença inflamatória que se desenvolve pelo não tratamento da gonorreia ou clamídia, atingindo os órgão sexuais internos da mulher. Geralmente é uma doença secundária, ou seja, a pessoa já portadora de gonorreia ou clamídia. Os sintomas mais comuns são: dor em baixo ventre ( no pé da barriga), dor abdominal, febre e vômitos.


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Temos ainda a Donovanose e o cancro mole que você pode acessar pela seguinte fonte:







segunda-feira, 30 de maio de 2016

CONTINUAÇÃO DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS


  • CLAMÍDA: causada pela bactéria chlamydia trachomatis, também transmitida pelos sexo anal, vaginal ou oral e também pode ser congênita, ou seja, passar da mãe para o feto. Podem não apresentar sintomas, estes podem aparecer até 3 semanas após o contato sexual. Seus principais sintomas são: ardência ao urinar, sangramento após a relação sexual, dor nos testículos, corrimento vaginal, peniano ou retal, dor abdominal e pélvica.
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  • TRICOMONÍASE: causada pelo Trichomonas vaginalis, é uma das principais causas de vaginite e corrimento nas mulheres e geralmente assintomático no homem. A transmissão ocorre entre relações homem/mulher e mulher/mulher. O partasito costuma viver na vagina ou na uretra formando pequenas úlceras que aumentam os riscos para outras DSTs como HPV, herpes, gonorreia e clamídia. o tempo de aparecimentos dos sintomas após o contato sexual varia de 4 a 28 dias, podendo permanecer por meses assintomático, apenas transmitindo em relações desprotegidas. O homem pode ser apenas carreador do parasito sem aparecer sintomas, quando estes aparecem é em forma de dor ao urinar e corrimento uretral. Na mulher os sintomas mais comuns são inflamação da vagina com corrimento esverdeado e dor ao urinar, mas elas também podem ser assintomáticas, sendo apenas carreadoras do parasito por meses.
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  • HERPES GENITAL: causada por um vírus em relações desprotegidas vaginais, orais e anais. Por ser altamente contagiosa, as mães que possuem lesões vaginais pode passar para o filho na hora do parto.  Geralmente se apresentam em formas bolhosas que não devem ser estouradas e quando se rompem surgem feridas nas regiões vaginal, anal, vulva e colo do útero. É preciso manter extrema higiene principalmente com as mãos a fim de evitar contágio. costumam aparecer 6 dias após o contato sexual. Podem durar de duas a três semanas e desaparecem. Causam vermelhidão, ardor, coceira, febre, além de dores musculares e mal-estar.
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  • GONORRÉIA: causada pela bactéria Neisseria gonorroheae e Clamídia tachomatis. Geralmente estão associadas e causam lesões nos órgãos genitais , garganta e olhos.Se não tratadas podem levar a infertilidade, dor durante as relações sexuais e gravidez ectópica (nas trompas). As mulheres podem não apresentar sintomas, no homem dor ao urinar e corrimento uretral. Pode causar conjuntivite grave no bebê durante a passagem pelo canal vaginal durante o parto.


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