sexta-feira, 22 de julho de 2016

TIPOS DE DIABETES , CUIDADOS IMPORTANTES E SINAIS QUE DEVEM SER OBSERVADOS

Como dito anteriormente a DM é uma crônica tida pela literatura como incurável, porém a evolução para complicações mais graves depende do estilo de vida de cada um. A grande dificuldade das doenças crônicas como a DM e a Hipertensão Arterial é  dificuldade de aceitação da doença e da adesão ao tratamento.  Como vimos existe a questão genética, e quanto a isso ainda não se tem solução, porém a pessoa que conhece o risco genético deve redobrar sua atenção quanto ao desenvolvimento da doença. Mesmo com a genética, quando se leva uma vida saudável desde cedo, onde se  inclui alimentação correta e atividades físicas, ou mesmo moderação na ingestão de alimentos que influenciam no desenvolvimento da doença, é possível evitá-la ou mesmo adquiri-la de forma tardia.
Essas doenças são silenciosas, ou seja, muitas vezes elas se desenvolvem sem que a pessoa perceba, vindo apresentar sintomas tardiamente quando jé se torna necessário o controle através de medicamentos.
A deficiência de produção de insulina pelo pâncreas faz com que quase todo açúcar que ingerimos fique em nossa circulação sanguínea, não sendo absorvidas pelas células. Esse açúcar circulante acaba por se depositar nas paredes dos vasos sanguíneos, principalmente dos membros inferiores o que dificulta o retorno venoso, assim, qualquer ferida que a pessoa tiver nos pés tem uma cicatrização extremamente difícil e prolongada, e isso acaba causando afastamento do trabalho, dificuldade na realização das atividades diárias e mesmo dor local. Muitas vezes, mesmo sem ferida, a falta de circulação adequada nos membros inferiores , a longo prazo, causa necrose (morte dos tecidos) nos dedos inicialmente chegando as vezes a amputação de dedos e mesmo pés.
O acúmulo de açúcar nos vasos pode levar a dificuldade visual. Em muitos casos a pessoa não se sabe diabética e inicia com quadro de déficit visual, procurando um especialista que se não se interessar em investigar sua história familiar prescreverá o uso de óculos e a dificuldade visual irá evoluindo.
Por estes motivos, é preciso exames regulares com dosagem de glicemia e hemoglobina glicada, principalmente para aquelas pessoas com historia familiar de diabetes.

ALGUNS SINAIS DE QUE VOCÊ PODE ESTAR COM DIABETES QUE DEVEM SER OBSERVADOS:
  • Sede excessiva, o que chamamos de polidipsia;
  • Aumento do apetite, o que chamamos de polifagia;
  • Aumento no volume urinário, ou seja, vontade excessiva de urinar, o que chamamos de poliúria
Esses 3 sinais são clássicos e de fácil observação. Temos outros, por exemplo, a perda de peso, fraqueza, etc. A sede aumenta por que a glicose carreia água, o que leva a aumentar as vezes em que urinamos, e até num exame simples de urina, pode observar a presença de glicose na urina porque ela sai junto com a água eliminada. A fome aumenta porque a glicose é um combustível importante que nos dá energia para as atividades diárias, porém, como ela esta circulando e não no meio intra-celular, o organismo acaba utilizando proteína como fonte de energia, causando assim uma doença tratada como emergência chamada cetoacidose, causada pela quebra da proteína para produzir energia, e um dos sintomas é o cheiro de urina no hálito da pessoa, e o uso da proteína conduz a perda de massa muscular e consequentemente a fraqueza e perda de peso.

TIPOS DE DIABETES MELLITUS:

  • DIABETES TIPO I: mais comum em crianças e adolescentes sem excesso de peso, podendo tambem ocorrer em adultos. Geralmente apresenta hiperglicemia acentuada que evolui rapidamente para a cetoacidose. Assim, o que define a DM tipo 1 é a hiperglicemia grave e a cetoacidose. O termo tipo 1 indica deficiência total de produção de insulina, havendo necessidade de aplicação de insulina sub-cutânea para prevenir a cetoacidose. O tratamento, além de hipoglicemiantes orais, também exige o uso diário de insulina.


  • DIABETES TIPO 2: geralmente tem seu desenvolvimento mais lentamente e sintomas mais brandos. Ocorre geralmente em adultos com história familiar de diabetes desse tipo. acontece que a obesidade infantil vem se tornando uma epidemia devido a alimentação errada fornecida pelos pais, o que a torna suscetível ao desenvolvimento desse tipo de diabetes. O termo tipo 2 , define a deficiência parcial de insulina. Esse tipo pode evoluir por muitos anos antes de ser necessário o uso de insulina e quando usada não tem como objetivo evitar a cetoacidose, mas controlar os níveis glicêmicos no organismo.

  • DIABETES GESTACIONAL: é aquela onde a mulher desenvolve hiperglicemia detectada pela primeira vez durante a gravidez. Geralmente se resolve após o parto, porém pode retornar alguns anos depois. Assim é necessário que aquela mulher que desenvolveu esse tipo de DM fique atenta, realizando exames periódicos para controle. Normalmente a diabetes na gravidez pode causar problema na formação fetal. Essas mulheres geralmente geram bebês com estatura e peso maiores que os normais para os recém-nascidos e é preciso um acompanhamento mais regular no desenvolvimento dessa criança. Normalmente já se dosa a glicemia do RN no pós-parto imediato para diagnosticar possíveis alterações na taxa de glicose sanguínea.


VALE LEMBRAR: Não basta você retirar o açúcar da sua alimentação, e nem deve porque como foi dito, o organismo precisa da glicose para produção energética. É bom saber que carboidratos também se transformar em glicose na sua quebra após a ingestão. Portanto, muitas vezes os pacientes dizem usar adoçantes em tudo, mas quando questionados acabam informando o alto consumo de carboidratos através de pães e massas em geral. Não é preciso privar-se dos sabores, é preciso moderação no consumo desses tipos de alimentos. 1 pãozinho pela manhã não causará nenhuma hiperglicemia, mas o exagero no consumo sim. Cuidados com as massas em geral é muito importante no controle da diabetes. Outro lembrete importante é a atividade física no controle da glicemia. Quando você se exercita você queima esse açúcar em excesso, normalizando seus níveis glicêmicos. 

É importante manter consultas medicas e exames laboratoriais para detecção precoce. Caso se detecte, o médico irá diagnosticar e determinar o tipo de diabetes, assim como o tratamento correto.
FONTE: BRASIL, MANUAL DE DIABETES - MINISTÉRIO DA SAÚDE

domingo, 17 de julho de 2016

DIABETES MELLITUS

A Diabetes Mellitus (DM) é uma doença cronica não transmissível de causas diversas, como por exemplo, distúrbios no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. Esses distúrbios são causados por defeitos na secreção de um hormônio chamado insulina, que é produzido pelo pâncreas. 
 
O pâncreas é um órgão que possui ação secretiva, ou seja, ele produz hormônios e enzimas que são lançados na corrente sanguínea. A insulina é um desses hormônios. Ela é fabricada mais especificamente no pâncreas nas Ilhotas de  Langerhans, como pode ser localizada na foto acima.
Depois de produzida e lançada na corrente sanguínea, sua função é fazer com que a glicose (açúcar) que consumimos e que estão na circulação sanguínea,  sejam "empurrados" para dentro das células para que sirvam como fonte de energia para que possamos desenvolver nossas atividades diárias. 
Alguns distúrbios causam defeito na produção da insulina e ela acaba sendo produzida em menor quantidade do que o necessário para esse processo, ou mesmo não absorvidas, por defeito de produção do hormônio pelas Ilhotas de Langerhans. 
Quanto mantemos o consumo diário de glicose, presente em diversos alimentos contidos na nossa dieta, ou mesmo quando consumimos em excesso, esse açúcar (glicose), é absorvido e permanece na circulação sanguínea. Na ausência total ou em uma quantidade adequada de insulina, desencadeamos a hiperglicemia, o que acaba definindo ou sendo diagnosticado o Diabetes Mellitus.
Segundo o Ministério da Saúde, os casos de DM vem aumentando e geralmente esta associada a dislipidemia (aumento do colesterol (causado pelo aumento de consumo de gordura) e a Hipertensão Arterial).
É uma doença que quanto mais cedo diagnosticada, principalmente pela Atenção Básica de Sáude, pode evitar as   hospitalizações e as graves complicações cardiovasculares e cerebrovasculares que podem levar à morte.

FATORES DE RISCO PRA O DESENVOLVIMENTO DA DIABETES MELITUS:
(Critérios de rasteamento do DM em adultos assintomáticos)
  • História de pai ou mãe diabéticos
  • Hipertensão Arterial ( PA maior igual a 140x90 mmhg ou uso de anti-hipertensivos em adulto)
  • História de diabetes gestacional ou de recém-nascidos com mais de 4 Kg
  • Dislipidemia ou HDL (colesterol bom) menor que 35mg/dL
  • Exame prévio de Hba1c (Hemoglobina Glicada) maior ou igual a 5,7%, toler\ãncia diminuída a glicose ou glicose alterada em jejum
  • Obesidade severa
  • Síndrome de ovário policístico
  • História de doença cardiovascular
  • Sedentarismo
  • idade superior ou igual 45 anos
OBS: Hemoglobina (Hb) é uma proteína presente em nossas hemácias (glóbulos vermelhos). A função da hemoglobina é transportar oxigênio no sistema circulatório. Denomina-se hemoglobina glicada (HbA1c) a fração da hemoglobina que se liga a glicose. Hba1c é a fração  que carreia a glicose e que quando dosada, mostra ao examinador, como sua glicemia esteve durante os três últimos meses antes de ser colhida. É possível verificar se sua glicemia esteve descompensada nesse período. O valor considerado normal limite da glicemia dosada pela coleta de sangue é entre 6 e 7mg?dL.

Pelos critérios de rastreamento podemos verificar que os únicos fator que independem de mudança de estilo de vida são a genética (história de pai e mãe diabéticos, síndrome do ovário policístico e doenças cardiovasculares, embora essas muitas vezes também possam serem evitadas através de mudanças de hábitos alimentares e realização de atividade física)

Existem algumas alterações no nosso comportamento diário que, se prestarmos atenção, podem sugerir a presença da hiperglicemia o que levaríamos a um serviço de saúde para diagnostico e orientações, como por exemplo:

SINTOMAS CLÁSSICOS:
  • Poliúria (aumento no volume urinário)
  • polidipsia ( aumento da sede)
  • perda inexplicada de peso
  • polifagia (aumento do apetite)
SINTOMAS MENOS ESPECÍFICOS QUE PODEM SER CAUSADOS POR OUTRAS DOENÇAS: 

  • Fadiga, fraqueza e letargia
  • visão turva
  • prurido vulvar
COMPLICAÇÕES CRÔNICAS/DOENÇAS INTERCORRENTES:

  • Proteinúria (aumento de proteína na urina)
  • Neuropatia diabética (câimbras, parestesias (diminuição de força e sensibilidade) ou dor nos membros inferiores)
  • Retinopatia diabética
  • Catarata
  • Doenças Arterioscleróticas ( Infarto Agudo do Miocárdio, acidente vascular encefálico, doença vascular periférica)
  • Infecção de repetição
FONTE: BRASIL, MANUAL DE DIABETES - MINISTÉRIO DA SAÚDE
CONTINUAREMOS DEPOIS COM OS TIPOS DE DIABETES, PREVENÇÃO E TRATAMENTO